A Polícia Rodoviária Federal (PRF) passou a contar com uma nova tecnologia para ampliar a fiscalização nas rodovias do Oeste de Santa Catarina. Com a chegada de drones equipados com câmeras termais, a corporação passa a ter mais recursos para monitorar o tráfego e identificar irregularidades que muitas vezes não são percebidas a olho nu.
Os equipamentos foram entregues à região na sexta-feira, dia 27, juntamente com o treinamento dos policiais responsáveis por operar as aeronaves remotamente pilotadas. Neste primeiro momento, a utilização será concentrada em Chapecó, especialmente na BR-282, com previsão de expansão para outras áreas do Extremo-Oeste e do Meio-Oeste catarinense.
Um dos principais diferenciais da tecnologia está no sensor termal, que permite identificar variações de temperatura. Com isso, os drones conseguem verificar se todos os eixos de um caminhão estão funcionando corretamente. Componentes em operação costumam emitir calor, enquanto eventuais falhas podem ser detectadas pela ausência dessa emissão térmica.
De acordo com o chefe da PRF em Chapecó, Thiago Luiz Tonin, a ferramenta representa um avanço importante no trabalho de fiscalização. Segundo ele, o drone consegue identificar quais eixos do veículo estão em funcionamento por meio do calor gerado durante a operação, enquanto aqueles que não estiverem funcionando ou estiverem levantados permanecem frios. Ainda assim, a avaliação final continua sendo feita pelos policiais durante a abordagem.
Além da verificação de possíveis falhas mecânicas, os drones também poderão auxiliar na fiscalização de infrações de trânsito e em ações de segurança pública. Os equipamentos podem ser utilizados em operações planejadas, monitoramento de rodovias e apoio em diferentes tipos de ocorrências.
Com a chegada dos drones, o Oeste passa a ser a terceira região de Santa Catarina a contar com esse recurso, que já é utilizado em Florianópolis e Joinville. A expectativa é ampliar a capacidade de atuação da PRF em pontos considerados críticos das rodovias.
Os drones utilizados pela corporação são registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e operados por policiais capacitados e certificados para a condução das aeronaves. Cada voo é previamente planejado e registrado no sistema da Aeronáutica, seguindo todas as normas de segurança.
Durante as operações, os equipamentos costumam voar entre 10 e 20 metros de altura e podem atuar a até um quilômetro de distância das equipes em solo.
Com visão aérea e sensores avançados, a expectativa da PRF é que a nova tecnologia aumente a precisão das fiscalizações e contribua para reduzir infrações e acidentes nas rodovias da região.
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