Uma família de produtores rurais de Vargeão, no Oeste de Santa Catarina, investiu na ordenha robotizada para melhorar a produtividade, otimizar o trabalho diário e proporcionar mais conforto aos animais. No Sítio Ouro Branco, o sistema automatizado atende cerca de 60 vacas em lactação, com média de 45 litros de leite por animal ao dia.
A propriedade iniciou as atividades em janeiro de 2000 e passou por diferentes etapas de modernização. Inicialmente, a produção era baseada em pastagens. Em 2012, a família implantou a ordenha mecânica canalizada e, em 2022, adotou a tecnologia robotizada.
A decisão foi motivada pelo crescimento do rebanho e pelas limitações da estrutura anterior, especialmente em relação à circulação dos animais e às condições das pastagens em períodos de chuva.
Como funciona a ordenha robotizada
O equipamento utiliza um sistema de fluxo livre, que permite às vacas procurar voluntariamente a estação de ordenha ao longo do dia, sem a necessidade de serem conduzidas em horários fixos.
O processo inclui higienização dos tetos, retirada do leite e limpeza automatizada. O sistema também fornece ração de forma individualizada, conforme as necessidades e o potencial produtivo de cada animal.
A tecnologia monitora ainda informações sobre produção e comportamento, emitindo alertas quando uma vaca demora a procurar o equipamento. Mesmo com a automação, o acompanhamento dos produtores continua essencial para garantir a saúde e o bem-estar do rebanho.
Com a média de 45 litros por vaca diariamente, a produção estimada da propriedade chega a aproximadamente 2.700 litros de leite por dia.
Automação muda a rotina da família
Antes da implantação do robô, a ordenha convencional exigia cerca de quatro horas diárias de trabalho, divididas entre os períodos da manhã e da tarde. Com a automatização, esse tempo passou a ser destinado a outras atividades, como alimentação, cuidados sanitários e gestão da propriedade.
A rotina, porém, continua exigindo dedicação. O dia começa por volta das 5h30, com os cuidados das bezerras, a limpeza do equipamento e a distribuição de alimentos ao rebanho.
O investimento também trouxe desafios, especialmente pelo custo de implantação e pela necessidade de adaptação às novas práticas de manejo e alimentação.
A experiência do Sítio Ouro Branco demonstra como a tecnologia pode contribuir para modernizar a atividade leiteira, melhorar as condições de trabalho e favorecer o bem-estar animal. Mesmo com os avanços da automação, o conhecimento dos produtores e o acompanhamento diário seguem fundamentais para os resultados da propriedade.






