A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) tem desempenhado um papel essencial no fortalecimento da suinocultura em Santa Catarina ao orientar produtores sobre as novas exigências da Portaria SAPE nº 50/2025, que estabelece critérios mínimos de biosseguridade para granjas tecnificadas.
Em pronunciamento recente, o presidente da entidade, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que este é um momento decisivo para o setor, exigindo atenção redobrada dos produtores às normas e à gestão das propriedades. Segundo ele, a ACCS atua de forma proativa na disseminação de informações e no suporte técnico aos associados.
“A biosseguridade é um compromisso coletivo. A Associação está ao lado do produtor, orientando e oferecendo todo o suporte necessário para que as granjas continuem sendo referência em produtividade e sanidade”, ressaltou Losivanio.
Regras mais rígidas para fortalecer a produção
A Portaria, publicada pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, determina padrões rigorosos para o controle sanitário, manejo de resíduos, controle de acesso às propriedades e monitoramento de doenças. O objetivo é reforçar a defesa sanitária e preservar a competitividade da suinocultura catarinense, reconhecida nacionalmente pela qualidade e volume de produção.
Entre as medidas estão exigências sobre cercas de isolamento, barreiras sanitárias, controle de visitantes, higienização, armazenamento adequado de ração e destinação correta de resíduos. As granjas terão prazos entre 12 e 24 meses para se adequarem às novas regras.
Ações da ACCS em apoio ao produtor
Para facilitar a adaptação, a ACCS tem promovido encontros regionais, palestras e materiais informativos, além de oferecer suporte técnico para a implantação das exigências. “É hora de olhar diferente para a propriedade e implementar as medidas necessárias. Só assim manteremos a pujança da nossa suinocultura”, reforçou o presidente.
Importância da biosseguridade
Especialistas do setor avaliam que o cumprimento das novas normas é fundamental para evitar riscos sanitários e perdas econômicas, mantendo o status de Santa Catarina como zona livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Com a portaria, o Estado reafirma seu compromisso com uma produção sustentável, segura e tecnificada, consolidando-se como referência nacional e internacional em sanidade animal e qualidade na produção de suínos.

Fonte ACCS

