A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na manhã desta sexta-feira (8) a Operação “Cruciatus”, em Chapecó, com foco na repressão de uma prática criminosa caracterizada pela tortura como forma de cobrança de dívidas ilegais relacionadas ao tráfico de drogas.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) e pela 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Chapecó, com apoio de diversas unidades da Polícia Civil, além da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Núcleo de Operações com Cães (NOC).
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e dois mandados de internação de adolescentes nos municípios de Chapecó e Joinville.
Segundo a investigação, o caso teve início após um homem de 28 anos dar entrada no Hospital Regional do Oeste, em janeiro deste ano, com múltiplas fraturas pelo corpo. A vítima permaneceu internada por vários dias e precisou passar por duas cirurgias.
As investigações ganharam novos desdobramentos após a apreensão de um aparelho celular contendo vídeos que mostravam sessões de tortura contra a vítima. As imagens também chegaram a circular em grupos de aplicativos de mensagens na região.
Conforme a Polícia Civil, os vídeos mostram integrantes do grupo criminoso levando a vítima até outro local e, posteriormente, praticando agressões severas com pedaços de madeira, enquanto ela permanecia amarrada. A motivação seria a cobrança de uma dívida relacionada ao tráfico de drogas, com o objetivo de usar o caso como forma de intimidação a outros devedores.
A investigação apontou a participação de adultos e adolescentes nas agressões, incluindo um suspeito que já está morto.
Os mandados judiciais foram cumpridos nos bairros Bom Pastor, Centro, Boa Vista e Passos dos Fortes, em Chapecó. Em Joinville, um jovem de 18 anos também foi preso preventivamente. Durante a operação, ainda houve uma prisão em flagrante por tráfico de drogas em Chapecó.
Os envolvidos capturados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, o nome “Cruciatus” faz referência à prática de tortura e ao ato de infligir dor.

