Uma operação deflagrada na manhã desta quinta-feira (27) pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio de grupos especializados no combate à corrupção e às organizações criminosas, cumpriu 46 mandados de busca e apreensão em 17 municípios catarinenses.
A ação investiga uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes contra a administração pública, especialmente em processos de licitação para contratação de serviços de licenciamento de software por prefeituras do estado.
Conforme apurado, o grupo teria manipulado os Termos de Referência dos editais, inserindo exigências que favoreciam uma empresa específica durante as Provas de Conceito, etapa crucial no processo licitatório. Também há indícios de comunicação prévia entre os envolvidos antes da publicação dos editais, além de semelhanças entre documentos de diferentes municípios, o que sugere cópia e direcionamento dos textos.
Os mandados foram cumpridos em endereços de pessoas físicas, jurídicas e órgãos públicos localizados nos municípios de Florianópolis, Jaguaruna, Tubarão, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Palhoça, Pescaria Brava, Balneário Piçarras, Cocal do Sul, São Ludgero, Penha, Garopaba, Capivari de Baixo, São José, Laguna, Blumenau e Criciúma.
As ordens judiciais foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em razão da existência de investigados com foro por prerrogativa de função. Os materiais apreendidos serão periciados pela Polícia Científica antes de serem analisados pela equipe de investigação.
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