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O que não fazer de penitência na Quaresma em 2026, segundo a Igreja Católica

O que não fazer de penitência na Quaresma em 2026, segundo a Igreja CatólicaO que não fazer de penitência na Quaresma em 2026, segundo a Igreja Católica

O que não fazer de penitência na Quaresma em 2026, segundo a Igreja Católica – Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais

A Quaresma é um dos tempos mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. Durante 40 dias, os fiéis são chamados à conversão por meio da oração, do jejum e da caridade.

Mas uma dúvida comum surge todos os anos: existe penitência que não deve ser feita?

A resposta é sim. Embora a Igreja incentive o sacrifício como forma de crescimento espiritual, ela também orienta que certas práticas podem ser inadequadas, ou até espiritualmente prejudiciais.

  1. Penitências que prejudicam a saúde

A Igreja não apoia sacrifícios que coloquem em risco a integridade física ou mental.

  • O jejum quaresmal, por exemplo, é regulamentado pelo Código de Direito Canônico, que determina:
  • Obrigatoriedade apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa;
  • Com exceções para doentes, idosos, gestantes e trabalhadores em condição extenuante.

Ou seja, práticas extremas, dietas radicais ou privações que causem dano não correspondem ao espírito cristão. O Catecismo da Igreja Católica ensina que a penitência deve levar à conversão interior, não à autopunição.

  1. Penitências motivadas por vaidade ou exibicionismo

Jesus adverte no Evangelho: “Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas” (Mt 6,16).

  • Penitências feitas para serem vistas ou admiradas contradizem o espírito quaresmal. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a verdadeira conversão é interior, e não teatral.

Se a motivação for ego, orgulho ou comparação com outros fiéis, a prática perde o sentido espiritual.

  1. Sacrifícios que geram irritação e afastam da caridade

Uma penitência que torna a pessoa agressiva, impaciente ou distante da família não cumpre seu propósito. A Quaresma não é tempo de mau humor espiritual.

  • Se “abrir mão do café” faz alguém tratar mal os colegas de trabalho, talvez seja melhor escolher outro tipo de sacrifício.

A tradição cristã ensina que a caridade está acima das práticas externas.

  1. Penitências que substituem a conversão real

  • Abrir mão de chocolate, redes sociais ou refrigerante pode ser válido. Mas se isso não vier acompanhado de oração e mudança de vida, torna-se apenas uma dieta temporária.

O Papa Francisco já recordou em diversas homilias quaresmais que a penitência sem caridade é vazia.

A Igreja reforça que:

  • Jejum sem oração vira formalismo;
  • Sacrifício sem caridade vira orgulho;
  • Renúncia sem conversão vira hábito temporário.
  1. Práticas supersticiosas ou sem fundamento cristão

A Igreja também orienta evitar práticas:

  • De origem esotérica;
  • Que misturem crenças não cristãs;
  • Que transformem a penitência em “troca” com Deus.

A Quaresma não é barganha espiritual. Não se trata de “sofrer para conseguir algo”.

O que a Igreja recomenda, então?

Antes de escolher um sacrifício, vale perguntar:

  • Isso me aproxima de Deus?
  • Isso me torna mais caridoso?
  • Isso respeita meus limites físicos e emocionais?

Se a resposta for sim, a prática provavelmente está alinhada com o que a Igreja ensina.

 

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