Uma nova variante do COVID-19, identificada como BA.3.2, está sendo acompanhada por autoridades de saúde em todo o mundo após registros em ao menos 23 países. A linhagem apresenta maior capacidade de escapar da ação de anticorpos quando comparada a variantes recentes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, não há evidências até o momento de que a nova variante provoque quadros mais graves ou aumento significativo de hospitalizações e mortes.
O primeiro registro ocorreu na África do Sul, em novembro de 2024. Posteriormente, a variante foi identificada em países da Europa, como Alemanha e Holanda, além de outras regiões, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, China e Austrália. Em alguns países europeus, chegou a representar cerca de 30% das amostras analisadas. No Brasil, até o momento, não há confirmação de casos.
A BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações na proteína Spike, responsável pela entrada do vírus nas células humanas. Essas alterações aumentam a capacidade de “escape imune”, reduzindo parcialmente a eficácia da proteção adquirida por infecções anteriores ou pela vacinação.
Apesar disso, a OMS ressalta que não há comprovação de maior transmissibilidade nem aumento na gravidade da doença associado à variante, mantendo o risco semelhante ao de outras linhagens da Ômicron em circulação.
A vacinação segue como principal forma de proteção contra casos graves, especialmente para grupos prioritários, como idosos, gestantes e crianças. O monitoramento contínuo da variante é considerado essencial pelas autoridades de saúde.
Informações Portal Léo Dias e ClicRDC

