A queda de uma das maiores araucárias do Brasil mobilizou pesquisadores em Caçador. Conhecida como “Pinheirão”, a árvore tinha 44 metros de altura e era considerada a quarta maior araucária do país.
Após o tombamento, uma equipe da Embrapa Florestas iniciou uma operação para coletar material genético da árvore histórica e tentar preservar suas características por meio de clonagem.
Segundo os pesquisadores, brotações ainda apresentavam viabilidade mesmo semanas após a queda. O material foi encaminhado para laboratório, onde passará por um processo de enxertia. A confirmação do sucesso da clonagem deve ocorrer em aproximadamente 100 dias.
A iniciativa busca manter características consideradas raras da espécie, como o porte monumental e a longevidade do Pinheirão, que se tornou referência para pesquisadores brasileiros e internacionais.
A árvore ficava na Estação Experimental da Embrapa, em Caçador. A idade exata da araucária nunca foi confirmada, já que o tronco oco dificultava a contagem dos anéis de crescimento.
Agora, os pesquisadores também pretendem retirar partes do tronco para tentar estimar uma idade mínima da árvore.

