Nascida em 6 de abril de 1835, na cidade de Chambéry, na França, a religiosa dedicou grande parte da vida ao trabalho educacional e social no Brasil, especialmente no estado de São Paulo.
Ao chegar ao país, em 1859, participou da organização da comunidade das Irmãs de São José e da fundação do Colégio Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu, considerado um marco na educação feminina paulista.
Sua atuação foi além das salas de aula. Ao longo de aproximadamente 60 anos, contribuiu para a criação e manutenção de escolas, hospitais, orfanatos, asilos e instituições de acolhimento. Em 1864, também abriu uma escola destinada a crianças negras, em um período marcado pela escravidão e pela exclusão social no Brasil.
Em 1871, assumiu a direção da Santa Casa de São Paulo. A religiosa faleceu em 17 de julho de 1925, aos 90 anos, em Itu, município onde viveu por 65 anos.
Reconhecimento pela Igreja Católica
A trajetória da religiosa também é marcada por um processo de reconhecimento pela Igreja Católica. Em 18 de fevereiro de 1989, recebeu o título de Venerável, concedido pelo Papa João Paulo II, após o reconhecimento de suas virtudes heroicas.
A causa de beatificação, iniciada oficialmente após anos de relatos de graças atribuídas à sua intercessão, ainda aguarda o reconhecimento de um milagre para avançar à próxima etapa.
Segundo informações da organização responsável pela causa, mais de 10 mil cartas com relatos de graças recebidas foram encaminhadas à secretaria entre 1983 e 2020.
Os testemunhos mencionam curas, proteção em situações de perigo e superação de dificuldades. No entanto, esses relatos ainda não representam milagres oficialmente reconhecidos pela Igreja.
Atualmente, os restos mortais da religiosa estão sepultados na Igreja Nossa Senhora do Patrocínio, em Itu, local que recebe fiéis e devotos.
Assim, o nome presente em uma das ruas de Ponte Serrada representa a memória de uma mulher cuja trajetória deixou marcas na educação e na assistência social brasileira.


