O Governo de Santa Catarina, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), intensificou as ações de controle e vigilância sanitária após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma criação comercial de perus no município de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense.
As medidas estão concentradas na propriedade afetada e em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco, com o objetivo de impedir a disseminação da doença e proteger a produção avícola do estado.
A propriedade permanece interditada, com acesso permitido apenas às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Profissionais dos órgãos sanitários acompanham a situação e orientam o produtor e a empresa envolvida sobre os procedimentos necessários.
Entre as próximas medidas previstas está a depopulação sanitária das aves, conforme os protocolos estabelecidos pela legislação. O trabalho também inclui o descarte adequado de materiais e equipamentos que tiveram contato com os animais, além da limpeza e desinfecção das instalações.
Vigilância em 1,6 mil propriedades
Paralelamente, equipes da Cidasc realizam ações de vigilância nas propriedades rurais localizadas no entorno do foco. A operação prevê visitas a aproximadamente 1.600 estabelecimentos, incluindo locais com criação de aves e perus.
Em mais de 130 propriedades, poderá ser necessária a coleta de amostras de sangue das aves para análises laboratoriais, conforme os critérios de vigilância sanitária.
Fiscalização reforçada nas estradas
O monitoramento também foi ampliado nas rodovias da região. Por meio do programa Olho Bom, 40 caminhonetes foram mobilizadas para fiscalizar o trânsito de veículos e cargas dentro do raio de 10 quilômetros da propriedade afetada.
A operação conta ainda com barreiras sanitárias para controlar a movimentação e reduzir os riscos de propagação da doença.
Consumo de carne segue seguro
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destacou que a doença foi identificada durante as atividades rotineiras de vigilância realizadas nas granjas catarinenses.
Segundo ela, o trabalho está concentrado na contenção do foco e no acompanhamento das propriedades que possuem aves.
A Cidasc também reforça que a população pode continuar consumindo produtos avícolas inspecionados, orientando os consumidores a verificar a presença dos selos de inspeção municipal, estadual ou federal, que identificam produtos submetidos aos controles sanitários oficiais.
As ações de fiscalização e monitoramento seguem na região para evitar novos focos e preservar a sanidade da produção avícola catarinense.

