Quando a chuva começa a apertar, o vento aumenta e o celular recebe um alerta da Defesa Civil, saber como agir pode fazer a diferença. Em Santa Catarina, a ocorrência de chuva intensa, temporais, alagamentos, inundações, enxurradas, deslizamentos, vendavais e granizo exige atenção e, principalmente, prevenção.
A orientação da Defesa Civil de Santa Catarina é que a população conheça os riscos da região onde vive, tenha um plano para situações de emergência e acompanhe os canais oficiais de informação. Medidas simples podem reduzir danos e ajudar a preservar vidas.
O El Niño favorece o aumento da frequência e do volume de chuva no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, a influência do fenômeno pode ampliar o potencial para eventos extremos, especialmente diante da intensificação esperada nos próximos meses. A primavera, período que já apresenta maior ocorrência de chuva no Estado, exige atenção redobrada.
Você sabe quais são os riscos onde mora?
Conhecer o local onde vive é uma das principais medidas de prevenção. Quem mora próximo a rios, em áreas sujeitas a alagamentos ou inundações ou em regiões de encosta deve saber quais situações podem ocorrer e identificar previamente os locais considerados seguros.
Uma ferramenta importante é o Plano Emergencial Familiar. A família pode definir uma rota de saída, um ponto seguro para encontro, os contatos que deverão ser acionados e os documentos e medicamentos que precisam ser levados em uma eventual evacuação.
Todos os moradores devem conhecer o plano, incluindo crianças, idosos e pessoas que possam precisar de auxílio.
Recebeu um alerta? Saiba como agir
Receber um alerta da Defesa Civil não significa apenas tomar conhecimento de uma situação de risco. É importante ler a mensagem, entender a orientação e seguir as recomendações das autoridades.
Entre as ferramentas utilizadas pela Defesa Civil está o sistema de SMS. Para receber os alertas, basta enviar o CEP por mensagem de texto para o número 40199.
Santa Catarina está entre os estados com maior adesão aos alertas da Defesa Civil. Segundo o painel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 13,89% da população catarinense é alcançada pelo sistema. O número, porém, ainda pode crescer.
Quanto maior o alcance das informações oficiais, maior também é a possibilidade de a população se preparar com antecedência para situações de emergência.
Durante o temporal, procure abrigo
Um temporal pode reunir diferentes perigos ao mesmo tempo, como raios, ventos fortes, granizo e chuva intensa.
Quem estiver na rua deve procurar um local seguro e evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas, muros, estruturas metálicas e outros objetos que possam cair ou ser carregados pelo vento.
Dentro de casa, a recomendação é permanecer em um local protegido, longe de janelas e de objetos que possam quebrar ou ser arremessados.
Em residências que não são de alvenaria, o banheiro pode ser uma das opções mais seguras por, geralmente, apresentar uma estrutura mais resistente. O ideal é identificar antecipadamente qual é o cômodo mais protegido da casa.
Nunca atravesse áreas alagadas
A água acumulada em ruas e estradas pode esconder perigos que não são visíveis. Por isso, áreas alagadas nunca devem ser atravessadas, seja a pé, de carro, motocicleta ou outro veículo.
A água pode encobrir buracos, bueiros abertos, obstáculos e trechos danificados da via. Além disso, a correnteza pode ganhar força rapidamente e arrastar pessoas e veículos.
O cuidado deve ser redobrado em pontes e pontilhões submersos. Mesmo quando a água parece estar baixa, não é possível saber a profundidade ou a força da correnteza.
Quem estiver a pé também deve evitar essas áreas, já que irregularidades no terreno e bueiros abertos podem ficar completamente escondidos pela água.
Se a água cobrir a via, não atravesse. Procure um local seguro e aguarde a situação normalizar.
Chuva persistente exige atenção nas encostas
Moradores de áreas de encosta devem observar não apenas a intensidade da chuva, mas também possíveis mudanças no terreno e nas estruturas próximas.
Entre os sinais que podem indicar movimentação do solo estão:
- rachaduras ou fendas no terreno;
- rachaduras em paredes e muros;
- muros ou paredes estufados;
- árvores e postes inclinados;
- movimentação de terra ou rochas;
- surgimento ou aumento de vazamentos e áreas de umidade no terreno.
Ao identificar algum desses sinais, a orientação é afastar-se da área de risco e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
Não é preciso esperar que um deslizamento aconteça para pedir ajuda. Reconhecer os sinais e agir com antecedência também é uma forma de prevenção.
Cuidados que podem ser adotados antes da chuva
A prevenção deve começar antes da chegada do mau tempo. Manter calhas, ralos e sistemas de drenagem limpos ajuda a evitar o acúmulo de água.
Também é importante não jogar lixo em ruas, rios ou canais e retirar de áreas externas objetos que possam ser carregados pela água ou pelo vento.
Antes de sair de casa, especialmente quando houver previsão de temporais ou chuva intensa, a recomendação é acompanhar a previsão do tempo e os avisos emitidos pelos órgãos oficiais.
Como as condições meteorológicas podem mudar rapidamente, os avisos e alertas são atualizados conforme a evolução do cenário.
Informação também protege
Durante uma situação de emergência, seguir as orientações da Defesa Civil e das autoridades locais é fundamental.
Evitar áreas alagadas, não permanecer sob árvores durante temporais e deixar regiões de risco quando houver orientação para evacuação são atitudes que podem evitar acidentes graves.
A Defesa Civil acompanha as condições meteorológicas e oceânicas e atualiza os avisos e alertas de acordo com a evolução dos cenários de risco.
Em situações de mau tempo, informação, planejamento e prevenção são aliados importantes para reduzir riscos e proteger vidas.

