Um homem de 25 anos foi preso temporariamente na tarde desta terça-feira (2) durante uma operação da Polícia Civil em São Lourenço do Oeste. A ação foi coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operação com Cães (NOC).
A prisão ocorreu no bairro Perpétuo Socorro, durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Conforme a investigação, o suspeito é investigado pelo crime de tortura contra uma mulher.
De acordo com a Polícia Civil, o homem teria utilizado sua posição de liderança espiritual para exercer influência sobre frequentadores de um templo religioso que funcionava em sua residência. As apurações apontam que ele é suspeito de agredir uma mulher em situação de vulnerabilidade e também é investigado por ameaça, constrangimento ilegal e agressão física contra uma segunda vítima.
Segundo os investigadores, vídeos analisados durante o inquérito registram parte das agressões e teriam sido produzidos por pessoas que estavam presentes no local. A suspeita é de que os atos tenham sido praticados com o objetivo de obter informações e confissões relacionadas a supostos comentários feitos sobre o investigado.
A Polícia Civil informou ainda que o suspeito possui antecedentes relacionados à posse irregular de arma de fogo e já foi alvo de outras investigações envolvendo violência e privação de liberdade.
Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária e pela busca e apreensão, medidas que receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizadas pela Vara Única da Comarca de São Lourenço do Oeste.
Por se tratar de investigação envolvendo o crime de tortura, classificado como hediondo pela legislação brasileira, a prisão temporária poderá ser mantida por até 30 dias. Neste período, os policiais devem concluir a análise de dados eletrônicos, ouvir novas testemunhas e aprofundar as investigações, incluindo a possível participação de outras pessoas nos fatos apurados.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

