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Em entrevista, vice-presidente Hamilton Mourão fala do Brasil e suas complexidades Destaque

By Março 04, 2021 202 0
Em entrevista, vice-presidente Hamilton Mourão fala do Brasil e suas complexidades Crédito da foto Vice-Presidência da República

A Rede de Notícias Regional de Brasília fez uma entrevista exclusiva com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e abordou temas atuais e que tem gerado dúvidas e até mesmo polêmicas entre os brasileiros. No Palácio do Planalto, durante a tarde desta terça-feira (02), o general falou sobre vários pontos, dentre eles a regularização fundiária; desmatamentos; queimadas; integração social; globalização; mercado internacional; e a tentativa de invasão da Amazônia.

 

O desenvolvimento econômico e social durante muito tempo foi focado no eixo Rio-São Paulo. Hoje o vice-presidente tem projetos na Amazônia e um programa de rádio, fatores que mostram a importância da integração social em outras grandes cidades brasileiras, exemplo de Manaus. A questão, salienta Mourão, reforça a representatividade, também na Amazônia. “Não resta a mínima dúvida, até porque hoje, mesmo em algumas cidades já mais na Amazônia profunda, você já tem condições que os habitantes daquela região tenham celular, consigam ter uma integração maior com o mundo exterior, receber informações. Mas é necessário que esta informação seja processada, porque muitas vezes ela chega de forma truncada ou com uma visão diferente daquilo que aquela turma que vive naquela região tão afastada do restante do país”.

A Amazônia provocou outro debate importante, uma vez que desde o início do governo de Jair Bolsonaro, muito se tem dito sobre a invasão da floresta, de tomar parte da riqueza brasileira. Sobre isto, o general afirmou que o Conselho Nacional da Amazônia Legal tem a missão de coordenar e integrar as políticas públicas dos diferentes ministérios, buscar esta integração, também com os demais entes da federação e com a sociedade civil. “Ao longo deste ano nós buscamos agir desta forma, ver as sugestões que eles têm e óbvio que temos três eixos de atração: da proteção, da preservação e do desenvolvimento. No momento em que somos cobrados por uma política mais eficiente e eficaz em relação a crimes ambientais, seja ligado a desmatamento, queimada ou exploração ilegal de minério, desde maio do ano passado o presidente Bolsonaro autorizou o uso das Forças Armadas naquilo que é a Operação Verde Brasil 2. A operação vem obtendo um sucesso relativo. Nós tivemos uma redução de quase 20% no desmatamento”, ressalta.

A relação do Brasil com a China foi outro ponto lembrado pelo vice-presidente, já que o país oriental é a nossa principal parceira comercial. Segundo Mourão, quando se fala em exportações para eles, tende a impulsionar a nossa economia. “Nós temos uma parceria estratégica com a China há 12 anos, desde o ano de 2009. A China foi considerada um parceiro estratégico e hoje nós temos uma relação comercial muito forte, mas temos que melhorar esta relação. Hoje, na minha visão, nós somos um grande supermercado para os chineses. Eles vêm aqui, compram commodities, soja, petróleo, minério de ferro. São produtos que a gente exporta em grande quantidade, mas que tem pouco valor agregado e consequentemente o retorno financeiro não é tão grande quanto deveria ser. Nós temos que aprofundar esta relação e uma das discussões é ter um avanço na relação comercial, de modo que a gente consiga vender aos chineses produtos com maior valor agregado”.

Em relação à questão da unidade, o vice-presidente falou que, hoje, os brasileiros precisam ficar mais unidos, principalmente quando se trata de saúde pública. “Na realidade, essa questão da pandemia foi politizada desde o minuto 1, com aquelas pessoas que fazem oposição ao nosso governo, em particular à pessoa do presidente Bolsonaro, o atacando de todas as maneiras, e se deixou de ter foco naquilo que seria mais importante, que era efetivamente se levantar quais eram as melhores formas de tratamento. Aos poucos a nossa medicina foi resolvendo isto, porque quando a gente olha, no começo, nós tínhamos uma taxa de letalidade de 8% ou até 10% e hoje é de 2%. Isso significa que nossos médicos e enfermeiros fizeram um trabalho extraordinário e descobriram, dentro dos remédios existentes, os mais eficazes”, enfatiza Mourão.

 

Por Luis Ricardo Machado, Rede de Notícias Regional /Brasília

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