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Agricultura

Agricultura (68)

Santa Catarina conta com R$ 104,8 milhões em recursos para apoiar investimentos no meio rural e pesqueiro. Ao longo de 2021, os produtores rurais e pescadores poderão acessar novos programas de crédito, além de apoio para ampliar a produtividade, regularização fundiária e defesa agropecuária.

Os municípios afetados pela estiagem contarão com recursos para prevenção e combate aos estragos. Nesta quinta-feira (25), o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, inicia o repasse de R$ 5 milhões para mais de 90 cidades com declaração de emergência ou calamidade que tenha sido homologada pelo Executivo estadual.

O governador Carlos Moisés e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, estiveram reunidos, nesta segunda-feira (22), com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, solicitando o incremento nos estoques públicos de milho.

Para facilitar a emissão das notas fiscais para os produtores primários, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) está lançando um manual de orientação para o preenchimento da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e).

“Trata-se de um material detalhado, com exemplos para situações típicas de uso e atualizado periodicamente. Os serviços são de uso facultativo e gratuito, oferecendo aos usuários a opção de emitir a nota fiscal pela internet”, explica a diretora de Administração Tributária da SEF, Lenai Michels. O manual está disponível no site da Secretaria da Fazenda.

A NFP-e é destinada aos produtores rurais, inscritos e ativos no cadastro de produtor primário da Fazenda, que optaram pela emissão de documentos fiscais eletrônicos. Entre os principais benefícios para os produtores, destacam-se a agilidade nos processos, redução de erros de escrituração, a eliminação de prestação de contas na prefeitura e o acesso facilitado via internet.

“Além disso, a emissão de notas fiscais eletrônicas traz benefícios à sociedade, pois minimiza impactos ecológicos e cria novas oportunidades de empregos e investimentos”, explica o auditor fiscal da SEF, Mozart de Leon. A Nota Fiscal de Produtor em papel nos termos do RICMS-SC/01 continua válida, podendo ser emitida em possíveis casos de indisponibilidade do aplicativo emissor da NFP-e.

Iformações: Secom - Foto: Ricardo Wolffenbüttel 

Lideranças do setor produtivo de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul discutem alternativas para reduzir os custos da produção de leite na região.  Além da diminuição do consumo interno, os produtores enfrentam ainda a preocupação com a quebra na safra de milho e os preços elevados do insumo. O encontro da Aliança Láctea Sul Brasileira ocorreu de forma online nesta terça-feira (09).

Em Santa Catarina,  a estiagem prolongada e a cigarrinha do milho contribuem para uma redução de 20% na safra do grão. O estado espera colher 2,2 milhões de toneladas e importar mais de cinco milhões de toneladas de milho em 2021. Para o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, chegou o momento de investir em alternativas para ração animal. 

"Estamos mobilizando todas as forças de pesquisa, extensão rural, políticas públicas e setor cooperativista para conseguirmos encontrar alternativas para produção de cereais de inverno e, consequentemente, reduzir essa dependência de milho. Neste ano, o abastecimento de milho será o grande desafio do nosso agronegócio, mas tenho certeza de que juntos encontraremos um bom caminho a seguir", destaca. 

A produção de grãos de inverno também está sendo pensada como opção para abastecer o setor produtivo de carnes do Rio Grande do Sul. O presidente da Federação da Agricultura (Farsul), Gedeão Silveira Pereira, explica que o estado destina apenas 1,5 milhão de hectares para a produção de trigo em comparação a 7,8 milhões de hectares ocupados com soja. 

O Paraná, que até pouco tempo atrás era autossuficiente na produção de milho, também espera uma safra menor devido à queda na produtividade por questões climáticas e sanitárias. "Neste ano esperávamos um crescimento na produção de proteína animal, mas a capacidade de suprir as nossas cadeias produtivas está curta", afirma o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara. 

 

Desafios e oportunidades para o setor lácteo

Durante o encontro da Aliança Láctea, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo, apresentou um panorama e os principais gargalos e oportunidades para o setor produtivo. 

Entre os desafios levantados estão os preços pouco competitivos, qualidade da matéria-prima, carência de políticas públicas direcionadas ao setor e baixa coordenação da cadeia produtiva. Porém, a situação vem mudando ao longo dos últimos anos. "Está em curso uma silenciosa especialização do setor. Temos municípios na região Sul que são tão produtivos e competitivos quanto outros players", ressalta Paulo do Carmo. 

Segundo o especialista, a cadeia produtiva de lácteos deve focar nas preferências do consumidor, em especial à rastreabilidade completa, bem-estar animal e o cuidado com a comunidade. 

 

Produção de leite em Santa Catarina

Santa Catarina produz mais de três bilhões de litros de leite por ano e é o quarto maior produtor brasileiro. Com mais de 70 mil famílias envolvidas na atividade, o estado conta com 130 empresas que beneficiam o produto.

Um dos grandes diferenciais do agronegócio catarinense é o cuidado extremo com a saúde animal. Santa Catarina é o único estado brasileiro certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, no último ano, foi reconhecido com a menor prevalência de brucelose animal no país.

Informações Secom – foto Keli Camiloti

A Epagri recebeu 70 novos veículos modelos Ford KA 1.0 e Ford KA 1.5 completos, que vão apoiar as ações de extensão rural e de pesquisa agropecuária por todo o Estado. A entrega foi na tarde desta terça-feira, 2, na sede da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, em Florianópolis.

Referência internacional no cuidado com a saúde animal, Santa Catarina intensifica os esforços para erradicar a brucelose e a tuberculose bovina.

O Brasil deve registrar em 2021, safra recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo estimativa de janeiro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a previsão, o país deve produzir 262,2 milhões de toneladas, resultado 3,2% superior ao registrado no ano passado.

Santa Catarina dá mais um passo importante para erradicação da brucelose e tuberculose bovina no estado. A partir de agora os laticínios deverão controlar a rastreabilidade do leite e redobrar a atenção com a saúde animal. As medidas fazem parte da Portaria SAR 44/2020, elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e publicada no início de janeiro.

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural tem uma nova linha de apoio voltada para os bovinocultores de corte e de leite de Santa Catarina.

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