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Safra 2017/2018 de grãos assinala quedas na produção

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11/01/2018 – QUINTA-FEIRA

 

O ano de 2017 registrou a maior safra de grãos do Brasil da história. Foram 238 milhões de toneladas dos grãos. Mas a situação para a Safra 2017/2018 será um pouco diferente. Levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) demonstra que deverá ocorrer uma redução de 4,4% a 6,2% em relação à safra anterior. A expectativa de produção é de cerca de 225 milhões de toneladas respondendo por 89% de toda a produção de grãos.

 

Em Santa Catarina, a área plantada de milho caiu de 350 mil hectares em 2017 para 250 mil em 2018, o que resultará em maior déficit de milho este ano. A produção total deve ficar na casa de 2,5 milhões de toneladas. Na safra de soja a situação será inversa. Em 2017 foram 600 mil hectares plantados e, em 2018, sobe para 700 mil, com uma expectativa de colher 4 milhões de toneladas. Houve uma inversão de produção em função dos custos da soja serem menores que o do milho e existir uma maior liquidez da soja no mercado.

 

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Enori Barbieri, atribui a situação, principalmente, a questões climáticas. “Em 2017 tivemos uma situação climática excelente para o plantio de grãos e, aliado a isso, pouca incidência de pragas nas lavouras. Devido à alta produção os estoques, principalmente de milho, são elevados no Brasil e no mundo e as exportações brasileiras podem chegar a 35 milhões de toneladas”, observa.

 

O vice-presidente alerta que a atual situação desestimulou o plantio de milho, uma vez que os preços pagos ao produtor em 2017 foram menores em decorrência dos elevados estoques do produto.

 

Com relação aos preços pagos aos produtores de soja, a previsão é de que a saca fique entre R$ 65,00 e R$ 70,00. O grão vem ganhando cada vez mais espaço em Santa Catarina, em 2017 teve o quarto maior movimento econômico do Estado, com R$ 2,5 bilhões de Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), um crescimento de 5,8% em relação a 2016.

 

Em contrapartida, Barbieri ressalta que não haverá falta de grãos no País o que facilitará a produção de proteína animal como aves e suínos, por exemplo. “Isso amplia a competitividade do Brasil nas exportações e poderemos registrar aumento de aproximadamente 10% no embarque da carne brasileira para outros países”, prevê, desde que o Brasil tenha um plantio normal de milho-safrinha (2018) previsto para a colheita de 65 milhões de toneladas, caso contrário teremos que importar milho de outros países como Argentina, Paraguai, Estados Unidos que possuem estoques volumosos.

 

Fonte (texto e foto): MB Comunicação / www.clubesd.com.br / Keli Camiloti

 

 

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