No Ar
Programa RaízesPrograma Raízes
Escute a Rádio Ao Vivo
49 3443 6190
Curta nossa páginaFacebook

09/12/14 – Paternalismo e modelo empresarial levam futebol catarinense ao ápice.

CompartilheCompartilhe no FacebookImprimir

O futebol catarinense terá, em 2015, mais representantes que o Rio de Janeiro na Série A do Campeonato Brasileiro. Joinville e Avaí subiram e se juntarão a Figueirense e Chapecoense na elite, que, pelo segundo ano consecutivo, terá três cariocas: Flamengo, Fluminense e Vasco. Fato impensável há pouco tempo atrás. Por quê?

Há explicações de todo tipo: a implantação do modelo empresarial de gestão nos clubes, a concentração da economia no interior do estado, a existência de uma associação que caminha paralelamente à federação local e uma administração paternalista, em que o principal dirigente dá conselhos, veste todas as camisas e faz discursos no vestiário.

Delfim de Pádua Peixoto Filho comanda a Federação Catarinense de Futebol desde 1985. Está no sétimo mandato depois de ser deputado estadual e presidente do Marcílio Dias, time de sua cidade, Itajaí. Antes mesmo de ele tomar o poder, participou da fundação de uma associação de clubes que, até hoje, tem influência direta no dia a dia do futebol local.

 Pelas palavras dos dirigentes, pode-se dizer que a associação toma decisões, e a federação, com poder legal, as referenda. Incorporar Sandro Meira Ricci à arbitragem local, por exemplo, passou pelo crivo dos presidentes. Cotas de televisão são discutidas ali. As fórmulas de disputa do campeonato estadual também são sugeridas por eles e, normalmente, aceitas.

– A associação é um órgão que consulto às vezes. Eu não decido sozinho, me reúno com eles antes do conselho arbitral. Serve para juntar o pessoal – disse Delfim.

Mas de que maneira esse órgão interfere na ascensão dos catarinenses? A associação ajudou a dar uma condução homogênea dos clubes. Cada um com sua característica, claro, mas debaixo de conceitos empresariais. Quase todos os presidentes são influentes em negócios locais. É o caso de Nereu Martinelli, que toca o Joinville, atual campeão da Série B, e é dono de uma das grandes empresas de auditoria do país.(Fonte: Globoesporte)

Enviar por e-mail